Rodrigo Scama
É pe-pessoal… Mais um ano vai-se indo e cá estou eu escrevendo a minha mensagem de Natal. De novo. E não sei para você, querido leitor, mas para mim parece que enviei o Feliz Natal de 2008 há pouco mais de uma semana. O tempo voa quando estamos nos divertindo.
Voa rapidinho quando se precisa fazer um mestrado. E pode-se aproveitar cada momento, cada livro, cada tirinha e cada história que é necessário ler, catalogar, identificar. E voa rapidinho mesmo entre começar a escrever e chegar a qualificação. E as poucas horas da qualificação também voam. Muito rápido. Mudanças grandes em pequenos tempos.
Voa tanto, e tão rapidamente que possivelmente você achava que o Obama estava lá há um bom tempo. Achando que Lula é o cara. Mas ele entrou só esse ano. Diferente do Sarney, que tenho dúvidas se um dia entrou. Acredito que sempre esteve lá. E roubando, naturalmente. Pobres irmãos Metralha, com esse tipo de concorrência é melhor tentar a vida honesta.
O tempo é relativo, como diria aquele moço que não consegue colocar a língua para dentro da boca, mas tem certas coisas que são muito mais rápidas que outras. O tempo das crianças é muito mais rápido que o nosso. Para nós. Para eles, é apenas o ritmo natural. Ver o Bernardo correr e falar pelos cotovelos é a certeza que o tempo voa. Até esses dias ele estava no colo e balbuciava. E a Malu, que até uns dias atrás era de colo, está correndo. Atrás do Bernardo. Isso sem falar no recém chegado Guigui, que quando eu terminar minha piscadela de velho vai estar correndo e falando com o irmão. E a Gabi já estuda de manhã. E o Bruno e a Isabele? Esses, que eu vejo a cada ano? O tempo deles é diferente do meu. O tempo para os velhos e gordos.
Não tão gordos quando Gornaldo, o fofômeno, que levou o timão ao título da Copa do Brasil e a vaga da libertadores em 2010. Nem tão gordo quando o Adriano Favela que levou o Flamengo ao título do Brasileiro. Mas o tempo para eles também voou. Mais lentamente, graças ao peso, mas voou.
Voou para eles como voou para meus alunos que, quando perceberam, já estavam em recuperação final ou aprovados. Quando perceberam já estavam nas bancas do Trabalho Final de Curso. Para eles, o tempo é relativo e muito, muito curto. Mas fizeram. E bem. O tempo curto também estimula os neurônios.
E esses neurônios funcionaram até durante a gripe suína. Esta epidemia que me fez escrever este texto apenas dia 23/12. Porque não tive tempo antes. A gripe acelerou o tempo.
Mas não foi de gripe que o Michael Jackson morreu. Sinceramente, nem sei do que ele morreu. Mas, como todo bom business man, lucrou ainda mais na morte. E uma parte dos anos 80 morreu com ele. Beat it!
E quem quase morreu também foi o Massa. O Felipe, não o Ratinho. Graças ao brincalhão Rubinho, que pregou uma peça nele. Aliás, o tempo do Rubinho também foi bom. Rápido como nunca. Segundo como sempre.
E a vida das pessoas está tão corrida que a rapidez (do Massa, não do Rubinho) faz-se necessária. Tanto que a melhor coisa na internet de hoje é feita em apenas 140 caracteres. Cada postagem é muito rápida. Ler as postagens de todos seus contatos não.
Contatos que são muito mais divertidos ao vivo que mediados pelo computador. E a falta de tempo indica falta de convívio com os amigos. Daí cabe a nós dedicarmos um tempo àqueles que nos alegram. Àqueles que fazem nossas horas passarem mais rapidamente. Às custas de muitas gargalhadas. O tempo é relativo. Mas é relativamente curto. Aproveite ele ao máximo. Dê risadas, faça valer as amizades. Divirta-se com as crianças, cujo tempo é muito maior. Olhe para os lados, veja sua namorada linda (namorado para as meninas), curta um dia de sol, um bom filme, um livro, um joguinho de bola na TV. Mas aproveite. Afinal, se o tempo voa, faça-o voar em alto estilo!

